Entra a Emoção Sai a Razão
Chegamos ao final de uma mais uma semana turbulenta no mercado financeiro mundial. E falar que chegamos ao final de semana não ajuda em nada. Desde que toda essa crise começou bancos centrais começaram a trabalhar vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, com a intensão de evitar maiores danos ao nosso mercado.
Pois bem, a nossa sexta já começa com uma notícia interessante: A Câmara dos deputados da Alemanha aprovou o pacote de ajuda aos bancos. Até ai nenhuma novidade, cifras astronômicas ( cerca de US$ 670 bilhões, sendo que US$ 80 bilhões estão destinados a compra de ações de bancos, segundo a Folha de São Paulo). Mais um país aderindo ao esforço conjunto para evitar maiores danos a economia.
Como disse em meu último post, o momento agora não é somente de dilemas econômicos e sim “morais” também.
Esse pacote será financiado basicamente de duas maneiras: Através da emissão de títulos do tesouro (dilema econômico) e através da arrecadação tributária (dilema “moral”). Isso é claro para todos, nenhum governo tem condição de deixar a estrutura de arrecadação como está quando se trata de um aumento nos gastos desse tamanho. E também não existe a mínima possíbilidade da manutençào dos níveis da dívida interna, e pior ainda se resolvem mandar uma mensagem a casa da moeda dizendo “preciso de mais das de cem” os efeitos colaterais podem ser monstruosos.
Mas o propósito aqui e ser um pouco divergente (e meio que assumo a posição de advogar pelo diabo aqui no blog) da opinião geral. O título do post foi proposital, essa é um chavão entre os juristas ” Quando entra a emoção sai a razão” e é oq ue estamos vivenciando sobre as de cisões dos bancos centrais.
Como, querendo ou não, somos contribuintes, temos a tendência de adotar discurssos inflamados sobre a utilização das receitas provenientes de impostos de forma plena pelo governo. Temos também a tend6encia de olhar o sistema financeiro como uma máquina sem coração, visando sempre o lucro, mas temos que ver que as coisas são mais complexas e menos mundanas do que parecem.
É fato que tudo isso aconteceu porque o mercado se descontrolou de uma forma nunca vista, adotamos o parametro de que quando erramos somos punidos e que, já que os homens dos mercados erraram eles tem que pagar, mas será que só eles pagariam? Acredito que não.
É impossível comparar situaçõs diferentes, e programas diferentes. A situação atual demanda as atitudes tomadas pelas autoridades econômicas, deixar tudo quebrar seria a morte a nossa economia, pois os bancos são responsáveis por emprestar o dinheiro e fazer, quer goste ou não, a economia girar. Com um processo de falencia generalizado não estariamos simplesmente dando a culpa justa aos bussines mens mas estariamos colocando o nosso bem-estar e futuro em risco.
Mas e o nome do texto o que tem a ver comt udo isso? É bem simples, discutimos com a nossa emoção, reagimos a situação e esqeucemos de olhar o cenário global o racional é aceitar que essa é a melhor saída para a situação atual. Um remédio amargo, mas que pode ter retorno positivos.
Filed under: Crise de 2008